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Meu passa tempo…

O que é ser solidário

                  Hoje, no fim de tarde, um amigo de muitos anos de empresa me disse: se você tiver um agasalho velho em casa e quiser doar, será de bom grado.  Voltei para casa pensando no assunto que me despertou atenção. Por que só nos lembramos do frio quando sentimos frio, da fome quando temos fome, do calor quando sentimos calor, das alegrias quando nos lembramos de bons momentos? Talvez a resposta seria: porque sentimos falta! E justamente a falta de solidariedade é que prejudica o mundo.

                 Hoje, para maioria das pessoas, não existe em seu dicionário a palavra solidariedade ou talvez seu significado não esteja bem claro. Eu me orgulho de ter ao meu lado um amigo de muitos anos que pratica, acredita na palavra  “solidário”. Existem outros colegas e pessoas que poderíamos citar como Betinho, que praticou e deixou sua eterna campanha contra fome, justiça, a desigualdade social.  Praticar a solidariedade não é doar só quando se lembra, não é dar comida a quem tem fome, não é dar água para quem tem sede, é dedicar parte de seu tempo para quem precisa de ajuda. A doação faz parte das inúmeras coisas que podemos fazer na hora de sermos solidário. Não é a doação que lhe faz solidária, e sim a vontade de ajudar ao próximo. Obrigação ou ajuda? Acho a palavra obrigação muito forte, e não gosto de usá-la. Temos a escolha de ajudar ou não.

                Ninguém é obrigado a ser solidário, somos porque queremos ser, e não por obrigação. Quem é solidário por obrigação não é solidário. Já ouvi diversas vezes pessoas falarem: eu não tenho tempo, ando tão atarefado, já basta minha casa, tem que faça por mim, e ainda alguns dizendo: “ninguém faz nada por mim, por que eu faria pelos outros?”.                        Conheço uma pessoa que faz, se dedica, tem sempre um tempinho para dar um telefonema, se atende e não pode falar com certeza irá retornar! Nunca o vi reclamando de nada quando o assunto é solidariedade.

              Responsabilidade social é ser solidário? Acredito que sim, em uma amplitude maior, onde indiretamente ajudamos os outros sem a intimidade que afugenta o cidadão e que deixa de praticar a solidariedade, para não se envolver com o próximo. Ser solidário é: envolver, ser uma opção para solução, sentir o problema do outro, deixar pra lá o orgulho, praticar o carisma, a empatia, é amar sem ter que ser amado, lembrar do próximo em todos os momentos que temos a oportunidade de praticar o bem, ser amigo oculto. Pratique, tente, não desista, faça o bem sempre que possível, seja um voluntário oculto se quiser, doe por vontade de doar. Já que é fácil dizer: “não custa nada doar”, então dê tudo que tem! Seja um cidadão, seja um brasileiro solidário!

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01/07/2009 Posted by | Papo sério! | 27 Comentários

Uma lição de vida!

Mais um dia se inicia. Passos da minha vizinha me fizeram lembrar de que estava atrasado. Rapidamente me levantei, fui ao banheiro e me olhei no espelho e pensei: mais um dia e começou tudo outra vez. Como em um dia normal me preparei, me vesti e saí de carro com aquela pressa danada, à vezes nem me lembrando em despedir de quem mora comigo. Descontraído, saí de casa como toda manhã com destino ao trabalho. No início da minha rota me deparei como uma cena que me fez pensar várias vezes no sentido de viver e amar. Descendo a Av. Mário Wernerck, em frente à faculdade, virei meu rosto no sentido do passeio e meus olhos focaram em um único momento, uma cena de cinema. No mesmo lugar existe um sinal para travessia de pedestres, e normalmente sempre aberto. Nesse dia não sei por quê, pouco antes de ver aquele fato, olhei para o sinal e resolvi diminuir a velocidade. Mesmos antes de amarelar já vinham os apressadinhos com buzinas e seus faróis para que andasse depressa, mas não o fiz. Voltando para cena, pude observar três pessoas que ali estavam no passeio: uma garotinha que deveria ter entre cinco e seis anos de idade, uma senhora pouco obesa e não importa a idade dela, e o principal, um garotinho com a idade entre nove e doze anos. O sinal finalmente amarelou e parei. Era um passeio largo, em declive, onde várias pessoas passavam naquele exato momento e havia uma senhora atrás de um garoto, com certa dificuldade para andar, uma garotinha ao lado do garoto. De repente todos começaram a correr, descendo a rua em direção a avenida, o garotinho abriu os braços e começou a gritar como se fosse um alerta: olha a frente que eu vou voar. A criança mais nova, que parecia ser sua irmã, corria ao seu lado e, com muita dificuldade em acompanhá-lo, tentava colocar as pontas dos seus dedinhos na mão do garotinho. Já a senhora, tendo dificuldade para correr, ia atrás os animando e gritando algo que não dera para ouvir, mas a expressão em seu rosto era simplesmente maravilhosa! Ver aquele garoto de braços abertos querendo voar e sua irmã tentando acompanhar era simplesmente demais. A demonstração de felicidade em seus rostos me fazia mais feliz. Cena de filme, vocês não acham? Pois é, eu achei também. Mas nem tudo na vida não são flores, e há um único detalhe que omiti, mas revelo agora para vocês. O garotinho estava em uma cadeira de rodas, e mesmo assim ele sorria, a garotinha sorria e a senhora com expressão de cansada pela dificuldade de andar e de empurrar a cadeira de rodas não se deixava abater e sorria junto com eles. A possível senhora, provavelmente era mãe do garoto, e a menina mais nova com certeza, era sua irmã. O sinal abriu e não tive coragem de arrancar o carro até ver o final daquela cena. Buzinas, faróis e bastante gritaria de outros motoristas não faziam mais efeito algum. Todo aquele sacrifício da senhora e  da irmã , só para ver o menino feliz, isso se basta, é a pura demonstração de amor e afeto ao próximo. Com certeza será uma cena que ficará marcada em minha vida e junto com as lágrimas que desceram em meu rosto. Provavelmente muitas pessoas falariam: tem que chorar mesmo, é triste de se ver. E eu responderia: chorei por ver a alegria estampada em seus rostos e pela pura demonstração de amor e afeto ao próximo. Infelizmente não damos mais importância no dia a dia para esses fatos e que hoje me fez pensar na maneira de se viver.

01/07/2009 Posted by | Papo sério! | Deixe um comentário

Rotinas de um corredor comum…

Copacabana Hoje pela manhã quando acordei eu reparei que estava tudo escuro. Que estranho!Já era de manhã e o sol não entrava pela janela, olhei para o lado e lá estava ela, minha esposa que me ama muito: bom pelo menos eu acho. Os passos da minha vizinha já me alertavam que ela já havia acordado. Mas estava enganado quanto ao dia, ele estava lindo, um brilho no céu da cor azul celeste, coisa de cinema. Como combinado, liguei para minha tia. Iríamos encontrar na orla da lagoa da Pampulha. Eu iria correr e ela andaria de bicicleta. E assim foi feito. Porém, antes de chegarmos lá, passei na casa dela para pegá-la, não me importei e até pelo contrário, gostei muito. Sabe como é tia é tia. Ela desceu e de repente eu falei: tia, você vai andar de calça comprida? Ela me respondeu: você acredita que não tinha reparado?!  E assim que carregamos o carro, fomos ao nosso destino: a Orla Lagoa da Pampulha. Chegando lá, para surpresa da tia Lúcia, a orla estava repleta de pessoas. Ela nunca vira tantas pessoas juntas assim. Observando bem as pessoas, pude notar que se trata de um ponto de confraternização comum para os corredores de todas as categorias, ciclistas, atletas, crianças, avós, pais, amadores e profissionais. Com o clima extremamente agradável, continuamos a nossa rotina. Fiz meus aquecimentos enquanto minha tia tentava subir na bicicleta. Notei também que ali haviam pessoas que apenas eram companhias de outros atletas. A grama estava molhada ainda, provavelmente por causa do sereno da madrugada. Aquecimento pronto, relógio zerado, parâmetros acertados então tudo pronto, vamos à corrida. Passando pelo marco zero, liguei o meu cronômetro e tudo começou. Em um ritmo normal de corrida, pude perceber que pessoas que ali estavam tinham um objetivo mais profissional em relação aos que comparecem aos domingos. Equipes, barracas e treinadores, tudo ali tinha um único objetivo – orientar seus alunos e atletas para desenvolver, imagino o mesmo objetivo comum: melhorar sua capacidade física, suas técnicas na corrida e ter um bom desempenho nas provas que ali ocorrem. Continuamos correndo e observando. Hora minha tia me passava, hora eu a deixava para trás. Claro que eu não teria a mínima chance de correr contra uma pessoa de bicicleta, porém estávamos lá para curtir a vida. E lá foi ela, minha querida tia. Quando pude perceber, ela já estava a 2 km de distância à minha frente e, como já era hora de retornar, não tive como avisá-la e assim eu fiz, retornei ao meu destino marco zero.  Já no meio do retorno, ela apareceu novamente falando: menino (ela sempre me chama assim), quando eu percebi já estava longe e não tinha notado que você já havia retornado. E eu falei: pois é, eu não tive como gritar, ou melhor, nem fôlego eu tinha. Já nos passos finais resolvi apertar o meu ritmo e fui em frente. Terminei minha corrida em bom tempo 30:48 seg. Depois da corrida, fomos tomar uma água de coco. Sentamos em dois banquinhos e ali ficamos por vários minutos, batendo aquele papo furado. Foi ótimo, pois podemos dar boas gargalhadas e, claro, observar mais e mais as pessoas que ali estavam, e eu adoro fazer isso. Naquele local pude perceber que ali sim, era o ponto final dos encontros dos amadores que ali se encontravam naquela manhã.  Uns tomavam água mineral, outros água de coco, sucos e cada um com suas preferências. Crianças com seus pais, adolescentes e idosas tudo era tão saudável que chamava atenção a todos que ali estavam. A prática de esportes começa e termina assim, levando seus filhos e seus pais para um bom lugar para se praticar esportes e curtir a natureza. Terminamos a água de coco e fomos embora. Satisfeito com mais um dia pude perceber que a vida é assim: comum e muito mais simples do que se parece ser, porém somos nós que dificultamos as coisas e eu lhe pergunto: para quê?

01/07/2009 Posted by | Correr | Deixe um comentário

Criticidade?

Essa palavra ainda não possui nenhuma definição –Dicionário informal ou formal na internet, portanto pela minha definição é….

Criticidade

             Somos críticos por natureza. No mínimo, o brasileiro tem uma tendência a ser muito crítico. Será que usamos o bom senso no uso da criticidade? Acho que não! Se avaliássemos tudo que está ao redor de nossos corpos e olhássemos com uma visão crítica o que esta acontecendo no mundo, as coisas seriam diferentes. Criticar não é falar mal ou falar bem, é falar a coisa certa na hora certa. Infelizmente, na maioria das vezes falamos na hora errada e coisas erradas.

            Ter o senso crítico e ter um olhar diferente, um olhar inteligente, é enxergar as coisas de outro modo. Quando fazemos bobagem, não estimulamos o nosso senso crítico, mas se acertamos é sinal que o usamos. Você já ouviu falar de crítica construtiva? Para mim, esse negócio de crítica construtiva é conselho. E aí é que se instala a dúvida: se conselho fosse bom não daríamos ou venderíamos? Ou seria uma crítica que estou fazendo agora, sobre conselho? A criticidade humana é mais forte quando nos reunimos ou não faz a diferença? Claro que faz!  A crítica coletiva é o despertar de uma visão que fica obscura solitariamente. É colocar para fora seus sentimentos e sua opinião. Criticamos para melhorar, para dar o direito de resposta às coisas que vimos e gostaríamos de falar.

           Pessoas inteligentes utilizam mais o senso crítico, porém há uma tendência a utilizar em favor próprio. Certas profissões utilizam mais o senso crítico do que outras. Na magistratura, por exemplo. Atua o senso critico pela razão e não pela emoção.  Ter o discernimento para uso do senso crítico correto seria o ideal, mas muitas das vezes não sabemos utilizar a criticidade. Interpretamos as coisas sem um bom senso, sem utilizar a crítica. O ato está correto e ou errado? Podemos simplesmente ir agindo, ou temos que parar, verificar, pensar, e criticar? Temos dúvida? Opa! Então está na hora de usarmos o senso crítico, mas utilizar da maneira mais correta possível. Mas como, se criticar não é certo ou errado? É interpretar, discenir entre a verdade e o erro, e não entre o certo e o errado.

01/07/2009 Posted by | Crônicas | 2 Comentários

Abrindo a mente!

O ato de correr, para mim, era simplesmente colocar um tênis e correr. Um dos meus amigos da faculdade me recomendou a revista. Lendo a revista Runner’s, vi que a coisa é bem diferente e pude abrir minha mente. Ter objetivo específico, alongamento, nutrição correta, dicas de acessórios, papo rápido, matérias que te fazem pensar se você está fazendo a coisa correta e exemplos de vida de outros corredores levaram-me a focar em meu objetivo primário.  Até a revista sair eu simplesmente andava e não fazia diferença no final do mês. Agora, correndo, eu pude perceber que fazendo a coisa certa você pode chegar lá. Tinha 99 kg quando comecei a correr em Novembro 2008, hoje com 85 kg vi que minha auto-estima melhora a cada dia, meu condicionamento físico, minha mente se abriu e me disciplinei, assim como meus atos alimentares, e ando menos cansado mentalmente.

 

Correr não é simplesmente exercitar o corpo, é exercitar a mente, canalizar seus esforços em um objetivo, é fazer sacrifício para um benefício que você vê crescendo na medida em que treinamos e corremos. O relacionamento social melhora, estimulamos nossos amigos, familiares e parceiros. A gente simplesmente rejuvenesce. Ontem meu irmão mais velho chegou perto de mim e perguntou: “você esta correndo ou andando”? Eu respondi: “correndo como nunca”! Um minuto depois ele me trouxe o livro dos anos 80: “Guia Complexo de Corrida” de Jamex F. Fix. Fiquei impressionado com livro, abriu minha mente em todos os sentidos, e para minha surpresa o autor tinha realizado, uma entrevista com o Joe Henderson, editor Runner’s World da época, descrevendo simplesmente o que eu penso. O ato de correr não é simplesmente colocar um tênis e sair loucamente por aí. Hoje percebo que correr faz parte da minha vida, assim como respirar e alimentar. Fico louco para viajar para testar novos lugares, novas sensações por onde estou correndo. Normalmente fico duas vezes por semana em área de mina, na cidade de Mariana/MG, e mesmo assim corro na vila perto da obra. Por cada lugar onde vou, a sensação é diferente, e assim ocorreu nas cidades por onde passei: Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Capão da Canoa, Gramado, Pitangui e outras cidades. Em Belo Horizonte, onde moro, tenho o prazer de correr meus 5 km todos os Domingos na Lagoa da Pampulha. Gosto de correr às 08:00 da manhã e normalmente corro sozinho. Fico observando meus colegas de corrida na Pampulha: mulheres, homens, jovens, senhores e senhoras de idade e de diversas crenças e raças. O ato de correr é isso: não tem raça, não tem cor, não tem distinção entre ricos e pobres, entre jovens e velhos, são de crenças diferentes, cidades e lugares onde você nunca ouviu falar. As pessoas ali esquecem todo o tipo de preconceito, passam ao seu lado e te cumprimentam balançando a cabeça: “e ai beleza”? E então eu penso: “faço parte desse mundo agora”. Liberdade!!! É uns dos prazeres mais fortes que sinto, ali! Há pouca ou quase nenhuma liberdade em nossas vidas atualmente. Correr proporciona liberdade. Quando se corre, pode-se escolher a própria velocidade do seu destino. Pode-se desejar, pensar o que quiser. Ali você é único, corpo e mente, e ninguém pode interferir. É assim que sim quando eu corro.

01/07/2009 Posted by | Correr | 1 Comentário

Tempo

Velhos tempos              

 

Tudo depende do tempo. Em algum lugar da história, num tempo qualquer, se deu a resposta e soluções para muitas perguntas e problemas. Não podemos repassar a responsabilidade para o tempo. O tempo não pára, o ser humano sim. Fica ali esperando a solução vir com o tempo, mas vê que solução não vem como se esperava.

               Acredito que tudo tem o seu tempo. Tempo para refletir, para analisar, pensar e para tomar alguma decisão. Acontece que demoramos tempo demais para agir, e mesmo quando acertamos na decisão, pode ser tarde demais. O tempo é o agora, é o fazer já! O tempo faz a história se criar. O ato de se criar fica marcado com a iniciativa e não com a expectativa. A expectativa passa a responsabilidade para o tempo, e já a iniciativa se faz naquele exato tempo em que se tomou a decisão.

              Provavelmente você já ouviu falar a seguinte frase: “já há tempos em que estamos com esse problema, ou já há tempos em que isso vem acontecendo!” Pois é, olha agente de novo passando a responsabilidade para o tempo.

              Hoje são criados destinos diferentes ao mesmo tempo. Histórias serão criadas diferentemente de seu tempo e destino. O tempo não vem com a criação e sim a criação vem com o tempo. Reclamamos por uma ação, mas faz tempo que reclamamos e não fazemos nada. Elegemos os mesmos de tempos em tempos.

               Tempo é o que não falta. Temos que agir para o tempo não passar. A chance de mudar está á todo momento sendo criada, mas não aproveitamos a oportunidade de criar, de agir, não temos a iniciativa da criação e sim a expectativa da criação.

               Certo que isso mudará em algum lugar no tempo, me manifesto através da criação do meu texto neste exato momento.

 Guto

01/07/2009 Posted by | Crônicas | Deixe um comentário