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Meu passa tempo…

Abrindo a mente!

O ato de correr, para mim, era simplesmente colocar um tênis e correr. Um dos meus amigos da faculdade me recomendou a revista. Lendo a revista Runner’s, vi que a coisa é bem diferente e pude abrir minha mente. Ter objetivo específico, alongamento, nutrição correta, dicas de acessórios, papo rápido, matérias que te fazem pensar se você está fazendo a coisa correta e exemplos de vida de outros corredores levaram-me a focar em meu objetivo primário.  Até a revista sair eu simplesmente andava e não fazia diferença no final do mês. Agora, correndo, eu pude perceber que fazendo a coisa certa você pode chegar lá. Tinha 99 kg quando comecei a correr em Novembro 2008, hoje com 85 kg vi que minha auto-estima melhora a cada dia, meu condicionamento físico, minha mente se abriu e me disciplinei, assim como meus atos alimentares, e ando menos cansado mentalmente.

 

Correr não é simplesmente exercitar o corpo, é exercitar a mente, canalizar seus esforços em um objetivo, é fazer sacrifício para um benefício que você vê crescendo na medida em que treinamos e corremos. O relacionamento social melhora, estimulamos nossos amigos, familiares e parceiros. A gente simplesmente rejuvenesce. Ontem meu irmão mais velho chegou perto de mim e perguntou: “você esta correndo ou andando”? Eu respondi: “correndo como nunca”! Um minuto depois ele me trouxe o livro dos anos 80: “Guia Complexo de Corrida” de Jamex F. Fix. Fiquei impressionado com livro, abriu minha mente em todos os sentidos, e para minha surpresa o autor tinha realizado, uma entrevista com o Joe Henderson, editor Runner’s World da época, descrevendo simplesmente o que eu penso. O ato de correr não é simplesmente colocar um tênis e sair loucamente por aí. Hoje percebo que correr faz parte da minha vida, assim como respirar e alimentar. Fico louco para viajar para testar novos lugares, novas sensações por onde estou correndo. Normalmente fico duas vezes por semana em área de mina, na cidade de Mariana/MG, e mesmo assim corro na vila perto da obra. Por cada lugar onde vou, a sensação é diferente, e assim ocorreu nas cidades por onde passei: Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Capão da Canoa, Gramado, Pitangui e outras cidades. Em Belo Horizonte, onde moro, tenho o prazer de correr meus 5 km todos os Domingos na Lagoa da Pampulha. Gosto de correr às 08:00 da manhã e normalmente corro sozinho. Fico observando meus colegas de corrida na Pampulha: mulheres, homens, jovens, senhores e senhoras de idade e de diversas crenças e raças. O ato de correr é isso: não tem raça, não tem cor, não tem distinção entre ricos e pobres, entre jovens e velhos, são de crenças diferentes, cidades e lugares onde você nunca ouviu falar. As pessoas ali esquecem todo o tipo de preconceito, passam ao seu lado e te cumprimentam balançando a cabeça: “e ai beleza”? E então eu penso: “faço parte desse mundo agora”. Liberdade!!! É uns dos prazeres mais fortes que sinto, ali! Há pouca ou quase nenhuma liberdade em nossas vidas atualmente. Correr proporciona liberdade. Quando se corre, pode-se escolher a própria velocidade do seu destino. Pode-se desejar, pensar o que quiser. Ali você é único, corpo e mente, e ninguém pode interferir. É assim que sim quando eu corro.

01/07/2009 - Posted by | Correr

1 Comentário »

  1. Muito bacana a maneira como escreve e se manifesta em seus textos!

    Comentário por Ricardo | 12/07/2009 | Responder


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