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Meu passa tempo…

Uma lição de vida!

Mais um dia se inicia. Passos da minha vizinha me fizeram lembrar de que estava atrasado. Rapidamente me levantei, fui ao banheiro e me olhei no espelho e pensei: mais um dia e começou tudo outra vez. Como em um dia normal me preparei, me vesti e saí de carro com aquela pressa danada, à vezes nem me lembrando em despedir de quem mora comigo. Descontraído, saí de casa como toda manhã com destino ao trabalho. No início da minha rota me deparei como uma cena que me fez pensar várias vezes no sentido de viver e amar. Descendo a Av. Mário Wernerck, em frente à faculdade, virei meu rosto no sentido do passeio e meus olhos focaram em um único momento, uma cena de cinema. No mesmo lugar existe um sinal para travessia de pedestres, e normalmente sempre aberto. Nesse dia não sei por quê, pouco antes de ver aquele fato, olhei para o sinal e resolvi diminuir a velocidade. Mesmos antes de amarelar já vinham os apressadinhos com buzinas e seus faróis para que andasse depressa, mas não o fiz. Voltando para cena, pude observar três pessoas que ali estavam no passeio: uma garotinha que deveria ter entre cinco e seis anos de idade, uma senhora pouco obesa e não importa a idade dela, e o principal, um garotinho com a idade entre nove e doze anos. O sinal finalmente amarelou e parei. Era um passeio largo, em declive, onde várias pessoas passavam naquele exato momento e havia uma senhora atrás de um garoto, com certa dificuldade para andar, uma garotinha ao lado do garoto. De repente todos começaram a correr, descendo a rua em direção a avenida, o garotinho abriu os braços e começou a gritar como se fosse um alerta: olha a frente que eu vou voar. A criança mais nova, que parecia ser sua irmã, corria ao seu lado e, com muita dificuldade em acompanhá-lo, tentava colocar as pontas dos seus dedinhos na mão do garotinho. Já a senhora, tendo dificuldade para correr, ia atrás os animando e gritando algo que não dera para ouvir, mas a expressão em seu rosto era simplesmente maravilhosa! Ver aquele garoto de braços abertos querendo voar e sua irmã tentando acompanhar era simplesmente demais. A demonstração de felicidade em seus rostos me fazia mais feliz. Cena de filme, vocês não acham? Pois é, eu achei também. Mas nem tudo na vida não são flores, e há um único detalhe que omiti, mas revelo agora para vocês. O garotinho estava em uma cadeira de rodas, e mesmo assim ele sorria, a garotinha sorria e a senhora com expressão de cansada pela dificuldade de andar e de empurrar a cadeira de rodas não se deixava abater e sorria junto com eles. A possível senhora, provavelmente era mãe do garoto, e a menina mais nova com certeza, era sua irmã. O sinal abriu e não tive coragem de arrancar o carro até ver o final daquela cena. Buzinas, faróis e bastante gritaria de outros motoristas não faziam mais efeito algum. Todo aquele sacrifício da senhora e  da irmã , só para ver o menino feliz, isso se basta, é a pura demonstração de amor e afeto ao próximo. Com certeza será uma cena que ficará marcada em minha vida e junto com as lágrimas que desceram em meu rosto. Provavelmente muitas pessoas falariam: tem que chorar mesmo, é triste de se ver. E eu responderia: chorei por ver a alegria estampada em seus rostos e pela pura demonstração de amor e afeto ao próximo. Infelizmente não damos mais importância no dia a dia para esses fatos e que hoje me fez pensar na maneira de se viver.

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01/07/2009 - Posted by | Papo sério!

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