Bloguto

Meu passa tempo…

Nascemos esportistas e nos transformamos em sedentários?

       Noite de pouco sono, levantei de madrugada.  Estava muito cansado, pois no dia anterior tinha realizado um bom treino com os amigos meus que conheci na BHRACE.  Ao fazer o café, fiquei a pensar. Aonde começa o nosso sedentarismo ou a prática de esportes? Tenho vários amigos que tem filhos e fiquei a lembrar os meus bons tempos de criança. Quando nascemos somos estimulados a correr, jogar de bola, nadar, andar de bicicleta e o melhor, brincar! Lembro direitinho quando meu pai me colocou na natação, depois no judô e finalmente no karatê! Observação: sempre apanhei e continuo até hoje! Agora sim, acho que iniciamos nossas vidas como esportistas! Então em que fase da vida viramos sedentários? Não tenho muita certeza, mas depois dos meus vinte e poucos anos, após o roubo da minha bike parei totalmente de praticar qualquer tipo de esporte. A barriga foi crescendo, meus exames foram piorando e o resto… vocês já sabem né? Não! Contarei em outro post, por hora completarei este.  

      Não sou pai e não estou aqui para criticar a criação que meus amigos dão a seus filhos, mas prestando atenção nas crianças hoje, percebi que brincam de uma maneira um pouco diferente. Após a fase inicial de aprender a andar, correr e jogar bola, a garotada de hoje vai direto aos aparelhos eletrônicos, computadores, muita televisão e brincadeiras virtuais em geral.

     Será a tal vida pós-moderna?  Se for eu não sei, mas deve acabar com aquela vontade de praticar esportes ao longo da vida. Alimentação na minha época também era diferente, não tínhamos essa quantidade de refrigerantes, balas, doces e fast food! Era salada, legumes, carne em geral, muito suco de fruta e a sobremesa era picolé de frutas.

    Influência!! Será que pode afetar nosso meio de vida? Acho que sim! Infelizmente o coleguinha de seu filho pode ser ótima pessoa, mas se não pratica esporte, provavelmente vai influenciar diretamente no seu.  Então talvez agora comece a explicar ou a clarear onde nos tornamos sedentários. Será? Acho que o caminho é esse… Estou com 38, quase 39 anos e fico me comparando aos homens e amigos meus de mesma idade. Com leve protuberância abdominal, a maioria não está em forma ou não se preocupa muito com a saúde. Um amigo meu falou o seguinte: -“Cara, eu sou muito novo e quero jogar bola com meu filho até onde eu conseguir!” Até onde então ele irá? Meu amigo é um fiel praticante de esportes, e acho que ele irá até fim da vida! E você, até onde quer ir?

 Abraços

Corre Guto

http://bhrace.wordpress.com/

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01/02/2010 - Posted by | Correr

21 Comentários »

  1. É assumir papel de herói ou vilão, e se preparar porque a cada dia tem uma nova emoção. Ter pique para jogar bola e correr e jogar bola e correr e correr e correr e correr e correr mais um pouco.

    Comentário por Sally G. Schroeder | 12/01/2013 | Responder

  2. Fala Guto blz, cara sensacional o seu post, vc me fez lembrar também os meus tempos de crianças, realmente hj em dia muita coisa mudou e se deixar a criançada só quer saber mesmo dessas novas tecnologias isso é a mídia.
    Amigo o meu blog agora tem dominio próprio em vez de vc digitar http://www.jmaratona.blogspot.com digite apenas http://www.jmaratona.com se o meu link tiver adicionado no seu blog, quando puder atualize ae.
    Espero que tenha melhorado .
    Bom final de semana.

    Jorge Cerqueira
    http://www.jmaratona.com

    Comentário por Jorge Cequeira | 06/02/2010 | Responder

  3. Olá Guto!
    O mundo hoje está muito corrido, a informatização nos tornou práticos demais, queremos tudo rápido e fácil, as pessoas não querem tirar o bumbum da cadeira e sair para fazer qualquer atividade que venha lhe “roubar” tempo. As nossas crianças, levadas pelos pais, ainda fazem atividades, mas quando chega a adolescência, a preguiça bate e os hormônios não os deixam fazer o que deveriam, e a juventude é tempo de balada, bebida e noites mal dormidas e pra que mesmo fazer atividade física? E aí lá vem todo o processo de sedentarismo que você questiona. Só o sábio tempo nos mostra que temos que recuperar o que foi perdido e é por isso que nós nos esforçamos e corremos, corremos e corremos tanto atrás do prejuízo.
    Parabéns pela reflexão.
    Saudações Twittersrun
    @ducau13

    Comentário por Maria do Carmo | 02/02/2010 | Responder

  4. “Você é eternamente responsável por aquilo que cativas!”, não é mesmo???
    Eu acredito nisso!
    Na área de largada da minha primeira corrida tinha um senhor se aquecendo e eu achei o máximo que ele fosse correr 6k junto comigo (quem diria que um dia eu treinaria para 21,1km…). Fiquei admirando mesmo o “velhinho”, bem senhorzinho mesmo.
    Lá pelo 8ºkm, eu beeem cansada (corria há pouco mais de 2 meses), e lá foi o senhorzinho me passando… aquilo foi a morte! Eu não tinha forças para passá-lo, mas ele teve para me passar! Aprendi muito com ele nesse dia, mas o que mais me marcou foi:
    -Quero chegar na idade dele correndo assim!!! Firme e forte!!!!
    Ótimo texto!!!
    @runtucunduva

    Comentário por Renata Tucunduva | 02/02/2010 | Responder

  5. Fala, Guto!
    Cara, há pouco tempo atrás, eu sequer pensava em correr provas de rua. Hoje em dia, nem imagino quando irei parar! Fico impressionado com aqueles senhores, já com uma idade avançada, participando das provas de 10, 21 e até 42 Km. Quero me tornar um deles.
    E quanto à educação das crianças de hoje em dia, tenho um filho de 8 anos e ele realmente prefere os jogos eletrônicos às brincadeiras de rua. Mas, também gosta de praticar algumas atividades esportivas, como andar de bicicleta ou patinete e jogar bola. Porém, acredito que o maior motivo pela mudança do cotidiano de nossas crianças seja a falta de seguranças nas ruas. A violência tem aumentado a cada ano e, com isso, brincar dentro de casa e condomínios fechados se tornou mais do que uma opção, uma necessidade.

    Abraço,
    Kleber RG
    “Vida Corrida” – http://kleber-rg-runner.blogspot.com/

    Comentário por Kleber RG | 02/02/2010 | Responder

  6. Essa fase dos vinte e poucos anos realmente é a pior. Faculdade a noite, trabalho de dia. Balada, cigarro, cachaça… Esporte: nunca!!! Digamos que, da mesma forma como ocorre com as carreiras, podemos ter dois tipos de pessoas “esportistas”. Pessoas em “V” ou em “Y”. A primeira face do “V” (“\”) retrata as pessoas que praticaram esportes apenas quando criança. Na puberdade/adolescência (por volta dos 13 / 15 anos) optaram pelo caminho do sedentarismo, chegando ao ponto de até cabular aula de educação física, que diga-se de passagem, era a melhor de todas as “matérias”. Já na outra face do “V” (“/”) estão os esportistas convictos que conseguiram inclusive resistir às tentações, turbulências e aos quilinhos à mais dos vinte e poucos anos. Já no caso das pessoas em “Y” (na qual me encaixo e creio que a maioria também), houve uma fase negra dos 20 (+/- 3 anos) aos 25 anos (+/- 3 anos). A partir daí, pode-se optar por um dos dois caminhos. Ou o sedentarismo ou o esporte. Qual será o seu?!

    Comentário por lucasmart | 02/02/2010 | Responder

  7. Fala Guto,

    Parabéns pela reflexão…
    Também acho que não podemos nos acomodar.
    E tem coisa melhor que uma corridinha com os amigos?
    Por isso temos que contagiar as pessoas a se mexerem também e a vivenciarem essa mudança pra melhor nas suas vidas através do esporte com os amigos…

    Abs,

    Joca

    Comentário por Joca-FLA | 01/02/2010 | Responder

  8. Oi, Guto!
    Minha filhota já nadou, já jogou futebol, já fez ginástica rítimica. Agora quer fazer vôlei. E só tem 13 anos! Ela adora pular e brincar na rua, principalmente as brincadeiras de correr. Pelo menos para ela o sedentarismo ainda não chegou, e no que depender de nós pais não vai chegar tão cedo. O problema é que o exemplo de casa só vem em parte. O pai é obeso (por consequência diabético e hipertenso) e se arrasta na tentativa de deixar de ser sedentário. Eu nunca fui esportista, sempre fui gordinha, e cheguei bem perto da obesidade mórbida. Mas eu acordei há 16 meses, porque fui picada pelo tal bichinho (precisamos dar um nome pra ele, né? que tal… Corridhia Ruensis…. ou… Corridus Ruhaeus, kkk). Eu sei exatamente o momento em que deixei de ser sedentária. Espero não parar nunca mais!

    Comentário por Cáu | 01/02/2010 | Responder

  9. Guto,
    Fico pensando se compramos o bilhete certo para nossas vidas, precisamos de tão pouco, uma simples caminhada pode melhorar muito nossa saude.
    A desculpa mais comum, de não tem tempo, muito trabalho, excesso de compromisso e por ai vai…não pode ser mais aceito.
    O corpo cobra o que fazemos com ele, mais cedo ou mais tarde a nossa fatura vai ser enviada.
    Valeu!! Excelente texto.
    Abs,
    Edu Rocha
    @rocha_Eduardo

    Comentário por Eduardo Rocha | 01/02/2010 | Responder

  10. Grande Guto.
    Eu sei exatamente todas as coisas erradas que fiz e faço, e sempre tentei passar aos pequenos só as boas, os esportes principalmente ou dando o exemplo ou incentivando, por enquanto com meu sobrinho e priminhos, mas agora chegou a vez do meu filhote, e pretendo não me decepcionar para não desestimular o pequeno.
    Nós quando pequenos temos nossos herois e nossos exemplos! Eu sei que sou exemplo para essa criancada e tento passar a eles o que eu tive de bom e corrigir o que acho que não foi tão bom assim.
    1ª ensinamento, DIGA NÃO AS DROGAS Corinthians, Palmeiras, Cruzeiro, Galo !!! Hahaha
    Brincadeiras a parte, muito bom seu post, com certeza a vida nos impõe muitas obrigações e acabamos esquecendo do lazer e do esporte, da alimentação mais saudavel e consequentemente da nossa saude. Muitos só lembram que um dia fizeram algum esporte quando o médico manda, e aí pode ser um pouco tarde.

    Abraço
    Colucci
    @antoniocolucci

    Comentário por Antonio Colucci | 01/02/2010 | Responder

  11. Guto querido, adorei! Imagina então, a vó run aqui, com um filho fumante e sedentário e um neto que está indo para o mesmo caminho? Que se faz? Eles eu não sei, eu corro! Acho que no caso dos meus filhos, essa minha agitação toda traumatizou! Mas cadum cadum, o mais velho dá suas corridinhas e não tem carro só anda de bike, se tiver um tempo olha ele aí: http://veja.abril.com.br/blog/denis-russo/
    A mais nova também dá suas corridinha e nada.
    O que eu quero te dizer que voce pode dar exemplos, forçar a fazer esportes quando + novos, mas depois as escolhas são eles que fazem.
    Parabéns viu? Adoro seguir voce!
    Beijinhos.

    Comentário por Biba | 01/02/2010 | Responder

  12. Guto, essa também é uma das preocupações do Dean Karnazes no seu último livro, em que fala do Desafio das 50 Maratonas. Ele conseguiu estimular muitas crianças em diversos Estados Americanos por onde passou. Cada sementinha plantada pode nos dar muitos frutos, pois a molecada não é burra. Parabéns por trazer esse assunto á baila. Abraços.

    Comentário por Joel Leitão | 01/02/2010 | Responder

  13. Adorei o texto, vamos pensar nisso!!

    Comentário por Juliana Moreira | 01/02/2010 | Responder

  14. Olá Guto, parabéns pelo post!
    Divido sua opinião que hábitos saudáveis se aprende em casa e deve ser incluído como prioridade na educação dos nossos filhos.

    Forte abraço

    Iuri

    Comentário por Blog BH Race | 01/02/2010 | Responder

  15. Grande post! parabéns, estou animadíssimo para o próximo final de semana, meu filho adolescente (14 anos) me disse no final da Summer Runs que quer começar a correr.
    Domingo começamos a, quem sabe, acabar com mais um potencial sedentário.

    Comentário por @barbosa_claudio | 01/02/2010 | Responder

  16. Belo texto, parabéns. Digo por experiência própria, que o exemplo é a força sempre presente. Fui influenciado, e hoje influencio. Abs.

    Comentário por Ricardo Hoffmann | 01/02/2010 | Responder

  17. Ei Guto, ótima reflexão e excelente post. Realmente devemos pensar em até onde queremos ir, em quais são nossos “reais” valores e no futuro, qual a melhor maneira de passarmos isto aos nossos filhos.
    Mas enquanto isso, vamos correndo!
    Beijos!

    Comentário por Ligia Ribeiro | 01/02/2010 | Responder

  18. É isso mesmo Guto !
    Estou berando os 50 e tenho muitos planos de corrida e agora incluí a bike na minha vida !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    bjão

    Comentário por Claudinha | 01/02/2010 | Responder

  19. Êêêhhh Gutão!
    Mais um post de excelente qualidade. Esses repentes de madrugadas são eventos motivadores de excelentes textos.
    Confesso a vc que, do alto do meus 40 anos, tenho me preocupado com essa nossa ‘educação’ dada aos filhos.
    Me preocupo muito quando vejo meus filhotes em frente a um micro, vendo Facebook, Orkut, jogando com os coleguinhas virtualmente, porém sem atividade física.
    Coloquei como meta, neste ano, conquistá-lo para fazer alguma coisa que retire-os desta rotina. Primeiro eles têm que sentir essa vontade própria. Não adianta força…
    Então decidi levá-los a ver as corridas de que participo, pra eles sentirem aquela empolgação. Levá-los a assistir um jogo de volei, basquete, futsal…
    Quero estimulá-los a sentir esse ambiente que é tão prazeiroso para nós.
    É preciso esforço… é preciso participar.
    Depois que pegar no tranco aí eu sei que virão as cobranças por estar participando. Mas com certeza, se vier, estarei lá com muito prazer.
    Abçs e continue em esses textos e reflexões excelentes.

    Levi Luis
    @leviluis

    Comentário por Levi Luis | 01/02/2010 | Responder

  20. Boa Guto!

    Nós, trintões, somos provavelmente a última geração que teve prazeres simples como brincar na rua, jogar bola, essas coisas de moleque mesmo. Principalmente na cidade grande a piazada vive relamente trancada ou sobrecarregada de atividades pelos seus pais: ingles, informática, psicologo… Raros são os pais que dedicam esse tempo livre dos estudos para colocar seus filhos em atividades físicas e a esses pais que assim fazem mando meus parabéns.

    E A você ttb os parabéns, por levantar esse tema.

    Boas e animadas corridas no Belv’s, Minas afora e Brasil adentro.

    Grande abraço

    Comentário por george | 01/02/2010 | Responder

  21. Parabéns pelo texto Guto, realmente devemos pensar muito nisso… Vale a reflexão.

    Um abraço.

    Comentário por Kleber Corrêa | 01/02/2010 | Responder


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